Da rua aos palcos, Orquestra Voadora faz show em Vitória

O grupo se apresenta neste sábado (14), a partir das 17h, no Clube Álvares Cabral

O carnaval e sua alegria contagiante invadem as ruas brasileiras todos os anos. A folia inspira desde a confecção de fantasias até a formação de blocos de marchinha que arrastam multidões nos dias de festa. Foi nesse contexto que nasceu a banda de sopro Orquestra Voadora. “Nos conhecemos tocando nos blocos de marchinha do carnaval de rua do Rio. Encontrávamo-nos durante o carnaval e depois só no ano seguinte. Após o carnaval de 2008, decidimos continuar nos encontrando para estender a brincadeira ao longo do ano”, conta o trompetista Tiago Rodrigues.

Tuba, trombone, surdo, trompete, saxofone e percussão são os instrumentos presentes na banda, que conta hoje com 14 integrantes. Há seis anos, o grupo cria versões carnavalescas para músicas de Tim Maia, Jimi Hendrix, Fela Kuti, Tom Jobim e outros. Inicialmente, a ideia era tocar somente nas ruas, como acontece durante o carnaval. Mas, com o tempo, a banda percebeu que o show em cima de um palco também poderia dar certo.

“Quando surgiu uma oportunidade de nos apresentarmos em um palco microfonado, encaramos aquilo como um desafio. Um teste em que não sabíamos se daria certo. Mas funcionou maravilhosamente bem. Conseguimos trazer aquele espírito da música de rua e contagiar toda a plateia. Depois disso começamos a desenvolver o trabalho pensando nesses dois ambientes: palco e rua”, explica Tiago.

Do lado de lá
Em 2012, a Orquestra fez uma turnê por alguns países da Europa, como França, Portugal, Espanha, Inglaterra e Bélgica. A recepção foi, segundo Tiago, espetacular. Não só o público ficou animado com o som do grupo, mas também outros músicos locais se interessaram em conhecer melhor a Orquestra.

“Uma coisa que chamou muito a atenção deles foi o fato de que, em nossa formação, a bateria é bem mais pesada. Tocamos com cinco percussionistas enquanto que lá fora costuma-se a usar só dois”, explica Tiago. Outros instrumentos utilizados trouxeram a brasilidade necessária para despertar a admiração dos estrangeiros.

“Também incorporamos instrumentos de percussão que não são usados lá fora, como o surdo (das escola de samba), a alfaia (do coco e maracatu pernambucano) e o xequerê".

“Ferro Velho”
Sempre em atividade, no ano passado, a banda conseguiu dar um importante passo em sua carreira. O grupo lançou seu primeiro disco, “Ferro Velho”, por meio de um edital de patrocínio da Vivo pela Lei de Incentivo do ICMS da Secretaria de Cultura do Estado do Rio. Em princípio, a ideia era deixar um registro do trabalho que já vinha sendo desenvolvido nos palcos e nas ruas.

“Porém, dentro desse mesmo processo, foram surgindo composições próprias da banda que puxaram o trabalho um pouco para o lado autoral. O que foi muito bom e nos abriu mais possibilidades de enriquecimento do nosso som”, explica o trompetista Tiago. Com o disco produzido, os músicos fecharam um acordo de distribuição com a Biscoito Fino, lançando-o pelo seu novo selo, o “Da Lapa”.

Show em Vitória
“Na primeira vez em que estivemos aí, tocando no Cais do Porto, o calor do público era tanto que nos empolgamos e terminamos o show em um cortejo nas ruas que foi até rua Sete, madrugada adentro. Foi inesquecível”, relembra Tiago.

E mais um show vem aí. O projeto Lapa na Ilha traz a Orquestra Voadora para se apresentar amanhã (14), no Clube Álvares Cabral, com shows de Marquinhos Diniz e Alisson do Banjo.Acesse a Agenda do Sou ES para mais informações clicando aqui.

Publicado em http://www.soues.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=1248&categoria=1&nocache=1402858751

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