Voluntariado: conheça o trabalho do grupo Mestres da Alegria

O grupo atua há dois anos no Espírito Santo com ações em prol de comunidades, instituições ou pessoas que de alguma forma precisem de ajuda

Observar um problema, pensar alternativas e, em grupo ou individualmente, organizar soluções de maneira espontânea para o conflito inicial. Atitudes voluntárias como essa, que atuam em prol do outro por meio da solidariedade, têm mudado situações em diversas partes do mundo. De um abraço grátis a um movimento internacional humanitário, o voluntariado se tornou uma importante ferramenta de transformação de realidades.

No Brasil, esse tipo de trabalho tem uma data comemorativa especial: desde 1985, o dia 28 de agosto é considerado o Dia Nacional do Voluntariado. Aqui no Espírito Santo, diversos grupos e organizações lidam com o trabalho voluntário, como o Mestres da Alegria, que há dois anos se empenha em realizar atividades que levem um pouco mais de alegria para a vida de outras pessoas.

A iniciativa nasceu em 2012, quando o publicitário Diego Lemos decidiu se juntar à amiga Jéssica Ferrari para pensar ações que contribuíssem com comunidades, instituições ou pessoas que de alguma forma precisassem de ajuda. “Na primeira ação, éramos apenas oito voluntários no Instituto Braille, atuando junto a um grupo de 200 pessoas, muitas delas deficientes visuais. Foi uma experiência extremamente gratificante, porque tivemos a certeza de que, com muito pouco, podemos transformar e melhorar vidas”, conta Diego.

O foco do grupo é ajudar pessoas e transformar realidades, sem restrições de idade ou região. Como o trabalho é realizado com base no voluntariado, as atividades dependem muito da mobilização das pessoas. “Já fizemos ações voltadas para crianças, idosos, aldeia indígena, bazar, baile beneficente e até mesmo uma reforma num abrigo que demandou planejamento e apoio de parceiros”, afirma Diego. Segundo o publicitário, a principal ação do grupo e onde há maior demanda de voluntários é a festa das crianças que acontece em outubro, com centenas de crianças de instituições carentes.

Desde 2009, Diego doa parte da sua rotina para o trabalho voluntário e, há dois anos, dedica-se ao grupo Mestre da Alegria. E afirma, “sem sombras de dúvidas”, que ganhar um sorriso e um abraço é o resultado mais gratificante que poderia receber. “Foram várias histórias e casos que me marcaram, mas uma em especial foi poder conhecer uma senhora de quase 90 anos que vivia no Asilo de Vitória, chamada Sebastiana. Eu a conheci em uma de nossas ações e desde então mantinha contato. Ela se tornou referência de alegria e bom humor. Mesmo depois da ação, cheguei a fazer visitas particulares para ela. Mas, infelizmente, ela veio a falecer no fim do ano passado”, conta.

Apesar da rotina corrida, Diego acredita que é possível e necessário equilibrar os afazeres pessoais e profissionais com o trabalho voluntário. “Acho que o grande lance desse tipo de trabalho é fazer quando se tem vontade ou realmente é guiado pelo coração, por isso do nome voluntário. É algo que mesmo na correria do dia a dia dá pra conciliar tranquilamente, pois como as ações são mensais, a gente acaba conseguindo se planejar para executar tudo da melhor maneira possível”, afirma.

Seja com um sorriso ou com uma doação, o trabalho voluntário pode mudar vidas. É o que Diego acredita e, por isso, continua a se dedicar a esse tipo de iniciativa. “É uma troca interessante que permite que a gente enxergue a vida de outra forma. [...] As experiências ficam pra sempre guardadas dentro da nossa memória. O ato de se doar de forma gratuita engradece a nossa alma e faz com que a gente aprenda e reconheça de fato o nosso papel no mundo”, afirma Diego. As atividades do grupo Mestres da Alegria são sempre divulgadas por meio das redes sociais, facilitando a participação de qualquer pessoa. Ou seja, para contribuir é simples, basta entrar em contato com o grupo no dia das ações. O único pré-requisito é querer.

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